Tráfico em favelas da zona sul do Rio lucra até R$ 30 mi no mês


O tráfico de drogas em favelas da zona sul do Rio de Janeiro movimenta até R$ 30 milhões por mês, segundo estimativa da Polícia Civil carioca. Os policiais contabilizam cerca de 600 traficantes na região, armados com mais de 200 fuzis.
De acordo com os policiais, mais da metade desse poderio encontra-se na Rocinha. A comunidade, junto com o vizinho Vidigal, dominado pela mesma quadrilha, reúne um exército de 300 homens, com mais de 150 fuzis. Os pontos de venda vendem pelo menos 5kg de cocaína por dia. Mensalmente, até 400kg de pó e 2 toneladas de maconha são comercializadas a outras favelas dominadas pela facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA). O faturamento é estimado em R$ 20 milhões.
"O tráfico em São Paulo é muito mais rico do que no Rio. Isso porque os bandidos paulistas não andam armados. Aqui no Rio, existe uma cultura bélica de vários anos, e o traficante, para ser bem visto na facção, tem que estar muito bem armado", diz o delegado da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), Marcus Vinicius Braga. "O traficante gasta quase 50% do que arrecada em armas. E tudo isso ele faz exclusivamente para defender seus territórios de ataques dos grupos inimigos. Na Zona Sul, pelo poder aquisitivo, o preço da cocaína custa cinco vezes mais do que na Zona Norte. A Rocinha é a mais rica, com certeza", afirma.
Depois da Rocinha, os morros Pavão-Pavãozinho e Cantagalo são os mais rentáveis da zona sul. Eles reúnem de 50 a 60 homens, armados com 30 a 40 fuzis. Os pontos de venda de drogas venderiam 1kg de cocaína por dia, e o faturamento mensal giraria entre R$ 2 milhões a R$ 4 milhões, segundo Polícia Civil.
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Sobre Paulo Silva

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