Aposentados baianos lideram no número de dívidas no Nordeste

Ele pode ser considerado o salvador da pátria nos momentos de aperto. Mas é também o responsável pelo endividamento de milhares de baianos. O vilão tem nome, e se chama crédito consignado. De janeiro a agosto deste ano, somente na Bahia, aposentados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) realizaram 459.556 operações nessa modalidade e movimentaram mais de R$ 960 milhões. Especialistas alertam: recorrer à prática de forma indiscriminada pode ser uma grande cilada. “O crédito consignado é a grande armadilha para o endividamento do aposentado. É uma solução paliativa que combate o efeito e não a causa de um endividamento já existente”, avalia o educador financeiro Reinaldo Domingos.
O problema é que, muitas vezes, em vez de encontrar uma solução, a pessoa acaba entrando em um ciclo vicioso. Os números da Previdência Social colocam a Bahia em primeiro lugar no ranking nordestino dos estados que mais recorrem a este tipo de empréstimo, com 25,8% do total da região. Só para ter uma noção, o montante destinado aos aposentados baianos é maior do que asomado valor nos estados da Paraíba, do Piauí, do Rio Grande do Norte e de Sergipe.
Preocupado com a forma com que os aposentados baianos têm lidado com a oferta fácil de crédito, o presidente da Casa dos Aposentados, Gilson Costa de Oliveira, chama a atenção. “Embora necessário em algumas circunstâncias, ele é um complicador na vida do aposentado. Foi muito vulgarizado. E, mesmo sem precisar, há quem recorra a ele e hoje tem muita gente chorando”, diz.
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Sobre Paulo Silva

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