Avó deixa neto acorrentado enquanto trabalha


Um menino de apenas nove anos passa horas dos seus dias preso a um ponto de ônibus da cidade de Mumbai na Índia, à espera da avó.
Lakhan Kale não pode ouvir, nem falar e sofre de paralisia cerebral e epilepsia. Por isso, toda vez que vai trabalhar, como vendedora de flores e guirlandas, Sakhubai Kale, de 66 anos, prende o tornozelo do neto às barras de ferro de um ponto de ônibus, usando uma corrente.
Ele passa o tempo todo brincando, mesmo preso, ficando despercebido para a população.
Essa é a única forma de manter o menino seguro, segundo afirma a avó. “O que mais eu posso fazer? Ele não pode falar. Como vai contar a alguém que se perdeu?”, questiona.
O lar da pequena família Lake, que inclui Rekha, de 12 anos, a outra neta da senhora Sakhubai, é nas ruas de Mumbai. O pai de Lakhan morreu e a mãe o abandonou.
A fotografia do menino amarrado foi publicada em jornais e sites de notícias de todo o mundo e chamou a atenção de entidades de assistência a crianças. Por isso, Lakhan foi colocado sob os cuidados de uma instituição do governo.
“Ele estava em uma escola especial, mas o mandaram de volta”, contou a avó. Após a divulgação da imagem na imprensa, o garoto foi para uma casa em Mumbai, que cuida de crianças carentes e com deficiência. A avó poderá visitá-lo.
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Sobre Paulo Silva

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