Cinco coisas mais sujas que um vaso sanitário

kissing toilet

A ciência é capaz de me convencer das coisas mais absurdas possíveis. Estudos apontam que estudos apontam muitas coisas ultimamente.
Uma das coisas que as respeitosas publicações científicas adoram são comparações sensacionalistas. Não é forte o suficiente sair por aí dizendo que internet vicia; mas uma boa forma de conseguir destaque na mídia é dizer que “internet vicia mais que cigarro”.
Nada contra comparações bizarras; pelo contrário: eu sou a favor de que a imprensa anunciasse, por exemplo, que Felix Baumgartner saltou de pára-quedas o equivalente a mais de 3900 estátuas do Borba Gato. Quanto mais bizarro, melhor.
Mas eu não sei qual a fixação acadêmica por vasos sanitários. Em todo estudo de sujeira, a base de comparação são as retretes. O que me faz pensar que os banheiros dos laboratórios devem ser absurdamente limpos. E que eles precisam de um novo parâmetro para definir imundície. Para que os próximos estudos venham com “mais sujo do que uma nota de dois” ou “mais sujo do que um francês”…
Segue, de acordo com estudos, cinco coisas mais sujas do que um vaso sanitário:
Mouse
(http://br.noticias.yahoo.com/mouse-tem-mais-germes-vaso-sanitário-estudo.html)
De acordo com o estudo, o mouse é até três vezes mais sujo do que uma privada. E termina dizendo que os mouses dos homens são mais nojentos do que o das mulheres. Mas, infelizmente, não especifica qual gênero tem o banheiro mais desasseado.
Telefone celular
(http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/seu-celular-e-mais-sujo-do-que-a-privada/)
Diz a matéria que os telemóveis são imundos porque ficam muito em contato com suas mãos e sua boca. Então, na verdade, se as bactérias são suas mesmo, que diferença faz?
Caixa Eletrônico
(http://www.cbsnews.com/8301-504763_162-20028109-10391704.html)
“Chame de dinheiro sujo”, começa a matéria. E entra em uma espiral contradizente de amor e ódio às bactérias.
Esponja de cozinha
(http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/esponja-de-cozinha-e-mais-suja-do-que-privada-diz-estudo,7cfb4bdebe22b310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html)
Como eu esperava, aqui pelo menos eles falam que o vaso sanitário não é tão emporcalhado assim. E me enchem de argumentos para eu não lavar a louça. Afinal, se está tudo sujo de comida mesmo, então não tem problema.
Teclado
(http://news.bbc.co.uk/1/hi/7377002.stm)
Eis um deleite. Adoro quando a matéria se refere aos teclados como “health hazard”, o que me faz pensar em algo quase radioativo. A escrita é drástica, citando teclados que sofreram quarentena e um que tinha uma concentração de bactérias 400 vezes maior do que uma privada.
Como freqüentemente acontece, a ciência aqui contraria a própria ciência, dizendo que o teclado e a área de trabalho das mulheres é mais suja do que o dos homens, exato oposto do que foi-nos apresentado no estudo dos mouses. E ainda me deixa curioso pra saber qual banheiro é o mais nauseabundo: sério que ninguém se preocupou em saciar essa curiosidade?

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