
Imagine passar 29 anos na prisão condenado por um crime não cometido? Esse é o caso de Raymond Towler. Preso em 1981 pela inocência que não conseguia provar. Towler foi acusado de raptar e estuprar uma menina de 12 anos e um menino de 13.
O fator determinante para sua liberdade foi o resultado de um exame de DNA. O caso levou às lágrimas a juíza que promulgou a libertação do homem. Ele trabalhava como músico e era um jovem 24 anos quando foi condenado. Hoje, com 52 anos e já com barbas brancas no rosto, é solto.
A intervenção da organização não-governamental Ohio Innocence Project foi fundamental. Em uma colaboração com o jornal americano Columbus Dispatch, a organização investiga centenas de condenações consideradas suspeitas. Baseando-se em exames de DNA, ficou comprovado que o homem não é o estuprador das vítimas.
E parece mesmo que a sorte não sorriu em nenhum momento para Towler, além de preso sem cometer delito algum, enquanto cumpria pena ele perdeu os pais.
Nem por isso Raymond Towler parece ressentido ou desanimado. "Este é o melhor dia da minha vida, é pura alegria. Não sinto ódio por ninguém", afirmou.
Mas a prisão não deixou de ensinar muitas coisas à Towler, nas últimas décadas, ele usou a inspiração do lugar que estava para pintar centenas de quadros. Agora livre, ele pretende continuar se dedicando à arte.
O diretor do Ohio Innocence Project, Mark Godsey, disse que a ONG acreditou no caso desde o início e ressaltou a importância dos testes de DNA na busca por Justiça.
