
Ao rebater insinuações feitas pela Rede Record de Televisão, o Ministério Público de São Paulo afirmou ontem que não se intimidará pela estratégia da emissora que, segundo o órgão, tenta desqualificar a investigação que transformou em réus o fundador de Igreja Universal, bispo Edir Macedo, e mais nove pessoas. Todos foram acusados de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Segundo a denúncia, Macedo e os demais réus usaram dinheiro arrecadado com os fiéis para abastecer empresas em nome do grupo e comprar bens, "lavando" os recursos via firmas de fachada e usando paraísos fiscais. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira, que assina a nota distribuída à imprensa, reforçou a "irrestrita confiança" no trabalho dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investigaram o caso, ao mesmo tempo em que criticou o que chamou de "distorções dos fatos".
