
A ação penal contra Edir Macedo, líder da Igreja Universal, e mais nove pessoas por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha vai correr em segredo de justiça.
Com a determinação foi do juiz Glaucio Roberto Brittes de Araujo, da 9ª Vara Criminal de São Paulo, apenas os advogados dos réus terão acesso aos autos. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo não informou quando o sigilo foi decretado.
A denúncia contra o bispo Edir Macedo e mais nove pessoas da Igreja Universal do Reino de Deus foi oferecida à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPE). Todos vão responder por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Na denúncia, o MPE alegou que os acusados mandavam dinheiro fruto da doação de fiéis para paraísos fiscais.
De acordo com o Ministério Público, há cerca de 10 anos, os denunciados usavam a igreja para praticar fraudes. O órgão destacou ainda que diversos bispos, como Edir Macedo, dedicavam a maior parte de sua pregação para convencer os fiéis a colaborar com o dízimo.
Eles diziam que o dinheiro arrecadado seria usado para o pagamento de pregações nas rádios e TVs, financiamento de novos templos e para a compra de óleos santos de Israel. A igreja concordava em receber carros, cheques, e outros bens como doação.
Segundo pesquisa feita pela Polícia Civil e pelo MPE, a Igreja Universal tem 4.500 templos espalhados por 1.500 cidades do Brasil e movimenta, com a arrecadação por meio do dízimo, cerca de R$ 1,4 bilhão por ano.
