Juiz estima em R$ 500 milhões os gastos para resolver a situação dos presídios gaúchos


Os inúmeros pedidos de providências, nos últimos anos, encaminhados pelos juízes gaúchos aos governos que se sucederam no Rio Grande do Sul para melhorar a situação dos presídios, não foram atendidos, denuncia o juiz Sidnei Brzuska, responsável pelos presídios da região metropolitana de Porto Alegre.
A situação do sistema prisional se deteriorou tanto que hoje ele estima em R$ 500 milhões os gastos necessários para resolver o problema.
Como forma de remediar o problema, segundo Brzuska, o Estado costuma sempre anunciar como a criação de novas vagas a recuperação de prédios semidestruídos de cadeias já existentes, o que na verdade, é apenas a recuperação de vagas perdidas.
Segundo ele, isso ocorreu recentemente, quando um prédio foi fechado para o conserto do esgoto e, quando os presos puderam retornar, o Estado anunciou que eram novas vagas abertas no sistema.
A falta de vagas no sistema prisional se reflete também no sistema semiaberto e dificulta a progressão de presos que estão no regime fechado. Por isso, de acordo com o juiz Brzuska, os próprios presos, de vez em quando resolvem o problema, determinando as fugas em massa de detentos do semiaberto para que possam ser beneficiados os do regime fechado.
Ele calcula, no Estado, entre 400 e 600 presos nesta situação de não conseguirem vagas no regime semiaberto. "Isso depende de quantos fogem", revela. E acrescenta que, no regime semiaberto, somente em Porto Alegre, há 1.400 presos, dos quais apenas 66 conseguiram ficar no sistema por um ano ou mais. "Os outros escaparam antes ou se envolveram em um novo crime", disse.
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Sobre Paulo Silva

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